A
partir de 1º de setembro, as taxas de financiamentos para caminhões pelo BNDES
PSI e pelo Procaminhoneiro caem de 5,5% ao ano para 2,5 %.
Segundo Mantega, nesse caso o prazo de
pagamento é de 120 meses, com um ano de carência. Essa mesma queda nos juros
foi aplicada para a linha pró-caminhoneiro. “Levando em consideração uma
inflação de 4,5% temos juro real negativo. Estamos estimulando a compra de
máquinas e equipamentos.”
Para as demais
linhas do PSI estão valendo as taxas de juros anteriores. “Estamos criando uma
nova linha para bens de capital usados”, afirmou o ministro. Nesse caso, a nova
linha será para máquinas, ferramentas de indústria variadas, aeronaves
comerciais, tratores, carretas e ferramentas usadas. Será cobrada Taxa de Juros
de Longo Prazo (TJLP), de 5,5% ao ano, mais 1% ao ano.
Também foi
criada uma linha de refinanciamento de bens de capital, para quando houver
algum tipo de inadimplência. No caso de caminhões e vagões foi anunciada a
depreciação acelerada de 48 meses para 12 meses. Dessa forma a empresa pagará
menos Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Esta redução tem validade até 31 de
dezembro.
A avaliação do
governo é de que, em um cenário de crise internacional que ainda deve perdurar,
os investimentos são os que mais demoram a reagir e por isso precisariam de
novos estímulos. Em setembro, as empresas começam a seus planejamentos para o
ano seguinte e esse elenco de benefícios pode influir favoravelmente nessas
decisões. O ministro explicou que a prorrogação da redução do IPI para os
automóveis por um prazo de apenas dois meses decorreu do fato de que a reação
do consumidor e da indústria foi mais rápida do que em outros segmentos. De
fato, desde que foi concedida a redução das alíquotas do tributo, as montadoras
reduziram seus estoques para níveis normais.
