Greve dos Caminhoneiros pode parar o Brasil



Credito:Christopher Eudes Neori Tigrão presidente da FPTAC Federação Paranaense dos Trabalhadores Autônomos de Carga

Tigrão diz 
“Já estivemos reunidos com a Gleisi Hoffman (ministra-chefe da Casa Civil) e com o Paulo Passos (Ministro dos Transportes) para expor a situação da categoria, mas até agora nada foi resolvido”
Tigrão afirma que a categoria, em diversos Estados brasileiros, já está se mobilizando para cruzar os braços a partir do próximo dia 25. Já foram feitas reuniões em Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, entre outros.


A lista de insatisfações pontuadas pela categoria é longa. Uma delas refere-se exclusivamente à Resolução 3658 de 19 de abril de 2011, que proibiu a carta-frete e regulamentou o pagamento do frete por meio eletrônico habilitado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. O sindicato reclama da ineficácia da medida, reclamando que as empresas não possuem estrutura para atender a demanda e que a resolução é entrave para o motorista autônomo trabalhar.
Consta na lista de reivindicações da categoria o pedido a construção dos pontos de apoio aos caminhoneiros. Nesses locais, construídos em pontos estratégicos da malha rodoviária, serviriam para abrigar os motoristas, em intervalos para descansos, mesmo porque eles não podem ficar ao volante por mais de quatro horas ininterruptas. Sem esses locais, os caminhoneiros se obrigam a parar o veículo em qualquer lugar, sujeitando-se a ser assaltado, agredido ou até mesmo morto.
A reclamação dos motoristas procede. É dever do governo em atendê-los. Se não o fizer, corre o risco de enfrentar uma greve geral que entre outras consequências, afetará em menor ou maior intensidade a economia.
Os caminhoneiros, assim como outras classes dos trabalhadores, sentem-se abandonados pelos governos. Além da excessiva carga de trabalho – geralmente mais de 8 horas -, trafegam em estradas ruins, alimentam-se em lanchonetes ou restaurantes sem controle de qualidade e constantemente vivem com o medo do assalto. Não é uma profissão fácil. Muito embora importantes para a cadeia produtiva, não recebem o devido reconhecimento.
A lista de insatisfações pontuadas pela categoria é longa. Uma delas refere-se exclusivamente à Resolução 3658 de 19 de abril de 2011, que proibiu a carta-frete e regulamentou o pagamento do frete por meio eletrônico habilitado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. O sindicato reclama da ineficácia da medida, reclamando que as empresas não possuem estrutura para atender a demanda e que a resolução é entrave para o motorista autônomo trabalhar.
Consta na lista de reivindicações da categoria o pedido a construção dos pontos de apoio aos caminhoneiros. Nesses locais, construídos em pontos estratégicos da malha rodoviária, serviriam para abrigar os motoristas, em intervalos para descansos, mesmo porque eles não podem ficar ao volante por mais de quatro horas ininterruptas. Sem esses locais, os caminhoneiros se obrigam a parar o veículo em qualquer lugar, sujeitando-se a ser assaltado, agredido ou até mesmo morto.
A reclamação dos motoristas procede. É dever do governo em atendê-los. Se não o fizer, corre o risco de enfrentar uma greve geral que entre outras consequências, afetará em menor ou maior intensidade a economia.